Artigos      CP Virtual v2© 2001 CP Virtual, Página Actualizada terça-feira, 06 Fevereiro 2007 12:13:59 .

 

> 20.1.2004 - Introdução ao Caminho-de-Ferro Virtual

Durante as longas horas da noite e ocasionalmente nas primeiras horas da manhã, um grupo de indivíduos - a maioria aparentemente racional e adulta - senta-se à frente de um monitor de computador e com as mãos num teclado ou outro dispositivo. O grito familiar do "Querido, vem-te deitar!" já não é ouvido pois perde-se mergulhado no som rítmico das rodas de um comboio virtual que viaja através de uma linha digitalizada. Estes maquinistas virtuais operam ansiosamente os controlos da sua locomotiva favorita enquanto tentam terminar a sua ordem de trabalho atribuída. O silêncio da noite escura é finalmente quebrado com a aplicação do freio, imobilizando o comboio que assim entrega sãos e salvos os passageiros ou a carga no seu destino. Apenas mais um dia rotineiro na vida de um maquinista que trabalha para um companhia de caminho-de-ferro virtual.

É um daqueles, que simplesmente não consegue desviar os olhos quando vê passar um grande comboio de mercadorias? Encontra-se fascinado, e de câmara pronta, para 'sacar' algumas imagens enquanto passa perto de uma passagem de nível? Você sempre sonhou em sentar-se na cabine de uma daquelas locomotivas diesel enormes enquanto rugem puxando toneladas de carga? Você quer sentir-se envolvido nas operações quotidianas de uma operadora de transportes ferroviários? Ou talvez esteja à procura de mais conteúdo do que simplesmente saltar para os comandos de uma 1960 e explorar a sua linha favorita?

Se você responder sim a alguma das questões acima, então precisa considerar juntar-se a um Companhia de Caminhos-de-Ferro Virtual (VR - Virtual Railroad). Derivado do conceito das linhas aéreas virtuais (VA - Virtual Airline) , existem à bem pouco tempo, por comparação às linhas aéreas virtuais, desde o lançamento do Train Simulator da Microsoft.
A maioria dos aspirantes a coordenadores de caminhos-de-ferro virtuais querem realçar a sua experiência virtual 'surfando' na net à procura de bibliotecas de ficheiros com o seu material circulante favorito, com mais actividades, itinerários diferentes, e também participando em fóruns de discussão.

É difícil falar das origens das primeiras VR's mas pode-se dizer que tiveram um começo tão brilhante como as VA's. No entanto, a versão actual do MSTS tem ainda diversas limitações e as ferramentas disponibilizadas são inábeis e instáveis. Tem de se admitir que ao contrário das VA que jã são mais de 100, os Caminhos-de-Ferro ainda não quebraram o número com dois dígitos. Neste tempo todo, há menos de 10 caminhos-de-ferro virtuais activos em toda a comunidade.
No entanto, estamos todos confiantes que futuras versões do MSTS e até software concorrente como o TrainZ venham possibilitar cada um de nós a alimentar esta paixão para a simulação do comboio e do caminho-de-ferro, criando uma estrutura onde o entusiasta possa conduzir uma locomotiva específica numa determinada linha, para terminar uma ordem de trabalho atribuída.

Tal como as VA's, o sucesso dos caminhos-de-ferro virtuais devem-se à Internet. Não são um esforço barato para o grupo dos entusiastas que os 'controla'. Estas despesas não são simplesmente de natureza monetária, elas também incluem centenas de horas de trabalho por semana principalmente durante as horas livres. O trabalho inclui a criação do equipamento, das actividades, da gerência de relatórios, moderação dos forums que suportam os coordenadores virtuais e os utilizadores da VR.
E tal como numa empresa verdadeira, o sucesso de uma companhia virtual depende tanto da competência da sua gerência como dos seus funcionários, para obter uma equipa bem sucedida nas operações ferroviárias.

 

Traduzido e adaptado de um texto original da autoria de Jim Vaughan, publicado em www.vnerr.com e em www.train-sim.com